13ª Escola de Inclusão
Digital
Marianna Riet

O projeto Transformar Sorrindo, em parceria com a Pastoral
do Menor, o Comitê de Democratização
da Informática e Cidadania (CDI), o Serviço
Social da Indústria (Sesi) e a Paróquia Sagrado
Coração de Jesus, no Méier, inaugurou,
na segunda-feira, 25 de outubro, às 9 horas, a 13ª
Escola de Inclusão Digital, na sua sede, no Engenho
Novo.
O projeto atende 60 crianças e adolescentes com
idades entre 8 e 16 anos, das comunidades Morro do Amor,
Árvore Seca, Cachoeirinha, Sítio (Gambá)
e Matriz, e tem como objetivo levar o mundo digital para
elas e os seus familiares. Os novos computadores foram doados
pela Pastoral do Menor, e as aulas de informática
serão ministradas pelo Sesi e pelos voluntários
do CDI.
O Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta,
esteve presente no evento e abençoou os alunos, os
voluntários e todos que se empenharam para que o
projeto acontecesse. Durante a benção, mostrou
a necessidade da inclusão para todos e falou que
cada um de nós deve se comprometer para mudarmos
a realidade do outro. De acordo com ele, isso é ser
cristão.
As crianças apresentaram a peça “Perificação”,
com assuntos como a exclusão social, o racismo e
o preconceito. Elas mostraram, durante a encenação,
que o Estatuto da Criança não passa de uma
ilusão para a as crianças carentes. Usaram
como trilha sonora as músicas “Palavras”, de Gonzaguinha,
e “Burguesia”, do cantor e compositor Cazuza. Ao final,
levantaram placas como “Fora a exploração
sexual”, “Queremos segurança”, “Miséria, um
aborto social”, “Fora ditadura”, “Queremos justiça”
e “Democracia já”. Após o término do
espetáculo, Dom Orani cumprimentou os alunos e os
parabenizou.
A coordenadora do projeto, Marli Pettimant, disse que o
mais importante é que as crianças sejam protagonistas
das suas próprias histórias.
-Transformar as crianças em cidadãs e protagonistas
da ação e não simples espectadoras
do teatro. O teatro é nosso e nós fazemos
o teatro. Estamos aqui para indicar caminhos e dar apoio.
Se nós conseguirmos, já estamos felizes, disse
a coordenadora.
A assistente social da Pastoral do Menor, Regina Leão,
explicou que as aulas de informática são importantes
não só pelo conhecimento e aprendizado que
os alunos terão, mas também pelo diálogo
que gera com os familiares.
Além do programa de inclusão digital, o Transformar
Sorrindo oferece aulas de artesanato, reforço escolar,
biblioteca, evangelização, artes cênicas,
capoeira e recreação. O projeto, que começou
há 18 anos na Paróquia Sagrado Coração
de Jesus e que há cinco anos está no Engenho
Novo, conta com o apoio de 20 voluntários e dois
funcionários. Até o final do ano serão
inaugurados 16 novos polos de inclusão digital.
FONTE: Site Oficial da Arquidiocese de São Sebastião
do Rio de Janeiro